sábado, agosto 04, 2007

Chão

.
.
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Deixa a erva crescer

à volta dos teus passos,

desenha devagar o teu chão

e caminha em silêncio.


Abram-se as tuas mãos

como se fossem asas sobre as serras
,
soltem-se os teus dedos

nas páginas dos livros que cintilam

no cimo do mar.


#19. Lourdes Castro, fragmento de prova heliográfica.

6 comentários:

Pilar disse...

Em silencio fico.

Obrigada Poeta por esta oferta quese dupla, para os que não passamos por aqui o dia 3.

Victor L. disse...

Pilar,
O silêncio faz sentido porque existem sons, e reciprocamente.
Obrigado pelo comentário.

patas disse...

Que passeio, por Amesterdao. Nao sei o que encontrei, alem deste poema...
Mesmo caminhando pelo tempo.
Obrigado

Ultraperiférico disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Victor L. disse...

Obrigado Patas de Amsterdao.

Anónimo disse...

Adoro certos sons. Certamente voltarei mais vezes.
Bj*
Cristina