quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Memória

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Ao terreiro deserto desce a lua
estende no chão
a verdade tão pura
tão inesquecida.
Mãos sozinhas
cavaram o caminho
por dentro
das trevas
ergueram a voz
que a palavra esperava.
Um anjo
pareceu atravessar
o curto instante,
afrontou talvez
o esquecimento.


#27. Cima da Conegliano, fragmento de pintura

4 comentários:

paulo disse...

Cumprimentos por mais um belo poema.

Roteia disse...

Entro no terreiro. Neste poema a claridade das palavras parece-me perfeita.

Anónimo disse...

sozinhas n leva acento, meu caro...

Victor L. disse...

Sozinhas ou suzinhas ou sózinhas, a verdade é que 'as mãos' da memória têm queda para subverter e volta e meia até lhes dá para transgredir.
Quanto ao erro ortográfico, ainda vai tornar-se um passatempo de luxo. É só a gente querer, sumptuosa ou suntuosamente, meu caro anônimo.